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Por que precisamos falar sobre gordofobia?

Para falar sobre autoestima, amor próprio e aceitação do próprio corpo é fundamental entender de que forma algumas questões afetam o coletivo, como a pressão estética e a gordofobia. É importante entender os conceitos para enfrentá-los. Enquanto a pressão estética afeta absolutamente todas as pessoas com a ideia de que há um corpo perfeito a ser atingido, a gordofobia tem a ver com o percentual gordo da população.

 

 

 A psicóloga clínica Vanessa Tomasini, criadora do projeto “Você tem fome de quê?”, explica que diferente da pressão estética, a gordofobia é calcada no nojo, no ódio, no horror, na pena e no pânico de se tornar uma pessoa gorda. “Ela está calcada na estrutura social e na classificação do corpo gordo como um corpo doente”, comenta. Ou seja, a questão é mais complexa do que você pode imaginar.

 

Há uma ideia de que pessoas gordas são doentes, preguiçosas, desleixadas e uma série de adjetivos ruins. No entanto, é preciso quebrar esse padrão de pensamento. Na verdade, pessoas gordas são tão potentes e capazes de fazer qualquer coisa quanto uma pessoa mais próxima do padrão estético. Porém, Vanessa explica que o que mais se vê hoje em dia é a patologização e a culpabilização do corpo gordo. Há o clássico pensamento de que “só é gordo quem é”, mas as coisas não são bem por aí…

 

A questão da gordofobia é profunda e estruturante na sociedade, indo muito além de xingamentos. “A gordofobia tem a ver com a estrutura social e com a falta de acesso. Falta de acesso quando um corpo gordo não passa em uma catraca, quando não tem uma maca de hospital que não suporte o tamanho dele…”, fala Vanessa. A psicóloga continua dizendo que essa fobia por pessoas gordas tem a ver com a ideia de que um gordo é uma bomba relógio preste a estourar. Afinal, aquele corpo não pode ser saudável. E é aí que está o problema.

 

 

 

 

 

Como consequência disso, homens e mulheres têm a sua saúde mental afetada todos os dias. Vanessa explica que, quando uma pessoa sofre com a gordofobia, ela tem a sensação de que não pode existir. Afinal, ela representar aquilo que há de maior repulsa e horror: engordar. “Existe uma pressão social o tempo todo sob essa pessoa gorda. Todas as pessoas ao redor tornam-se fiscais do corpo gordo”, comenta.

 

Combater e desconstruir esse tipo de pensamento e comportamento deve ser uma tarefa diária de todos. Apesar de parecer difícil, é preciso entender que o padrão estético não será atingido. Cada um existe e resiste a esse mundo com as suas características e belezas diferentes. Quando falamos sobre pessoas gordas, esse olhar precisa ser ainda mais cuidadoso. É fundamental compreender que o corpo gordo não é um corpo doente.

 

Eu sofro com a gordofobia, como lidar?

 

Não é fácil ser uma pessoa gorda em um mundo gordofóbico, mas se fortalecer e se cercar de referências positivas podem ser bons passos para viver melhor. Vanessa comenta sobre a importância de entender que cada corpo tem uma genética, um tamanho e uma história. “Nós não somos iguais”, fala. “Nós poderíamos dizer que existem sete bilhões de belezas pelo mundo e a forma que a gente tem para mudar isso é a informação. É tomando consciência de que cada corpo é único, com uma história, com um biotipo e com uma genética diferente”, completa. Nesse sentido, empoderar-se é fundamental.

 

 

 

 

 

Para te ajudar nessa jornada, você pode começar seguindo inspirações e referências positivas nas redes sociais. Livre-se de influenciadores que propagam o ódio ao corpo gordo. A Vanessa, por exemplo, produz diariamente um conteúdo responsável sobre o tema, que propõe reavaliar a relação das pessoas com a comida. Você pode encontrá-la no Instagram pesquisando por @tomasini_vanessa.

 

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