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O que é pressão estética e de que forma ela afeta as mulheres?

 

 

 

Nós vivemos em um contexto onde a pressão estética afeta diariamente a vida de todas as mulheres e homens e diferentes formas. Essa pressão surge da ideia de que existe um estereótipo de ser humano mais bonito para ser alcançado. De acordo com Vanessa Tomasini, psicóloga clínica e criadora do projeto “Você tem fome de quê?”, é um padrão calcado na imagem de uma pessoa magra, alta, branca, loira e, de preferência, com o corpo malhado.

 

Ao acreditar que essa imagem perfeita realmente existe, as pessoas passam a buscar esse padrão de beleza, acreditando que há um molde perfeito para se encaixar. Essa é a chamada pressão estética, uma ideia que pressiona as pessoas a buscar um padrão estético considerado perfeito. No entanto, como esse “molde” não existe, ele nunca é alcançado e as pessoas seguem sempre frustradas em busca da considerada beleza ideal.

 

Para alcançá-la, consomem cada vez mais. Seja com alimentação fitness, com procedimentos estéticos ou com cirurgias plásticas. “Nós somos ensinadas desde muito cedo a não gostarmos do nosso corpo. Aprendemos desde muito cedo que podemos mudar, moldar, cortar e tirar”, fala a psicóloga. Segundo Vanessa, é um mercado enorme que faz com que as pessoas acreditam que, se elas ainda não chegaram nesse “padrão ouro”, é porque ainda não tentaram o suficiente.

 

Como a pressão estética afeta as mulheres?

 

Esse padrão faz com que as mulheres sintam-se pressionadas a fazer de tudo para alcançar a beleza ideal, afinal, só assim se sentirão bonitas e confortáveis com o próprio corpo. Vanessa explica que, na busca por ser e se sentir bonito, as pessoas movimentam não apenas o mercado de beleza, mas tudo o que está ao seu alcance, chegando até a adoecer.

 

“Essa pressão estética faz mal à saúde mental de todos”, diz. Vanessa explica que essa pressão faz com que as pessoas sintam que só podem ir à praia, por exemplo, se o corpo estiver dentro desse padrão vigente. “Você classifica as coisas como ‘corpo do verão, ‘corpo de formatura, ‘corpo de casamento’ e tem a ideia de que só poderá viver determinada situação se o seu corpo estiver adequado”, comenta. Como consequência, cada vez mais mulheres estão com a autoestima baixa, insatisfeitas e desconfortáveis com o próprio corpo.

 

Nesse sentindo, também é possível falar sobre a relação entre as mulheres que, muitas vezes, é baseada na rivalidade e na comparação. Aprende-se desde muito cedo a comparar o próprio corpo com o de outras mulheres para saber quem está mais próxima do padrão.

 

Como driblar a pressão estética?

 

 

 

Desconstruir a ideia do corpo perfeito e da beleza ideal é fundamental para começar a ter uma relação de respeito e cuidado com o próprio corpo. Vanessa fala que o primeiro passo para isso é tomar consciência de que cada corpo é único, com uma história, um biótipo e com uma genética diferente de qualquer outra pessoa.

 

“O seu corpo é como se fosse uma digital, ele fala sobre a sua história e sua genética”, diz. “Todos os corpos são diferentes e tudo aquilo que a gente vê na mídia e no Instagram, não existe”, completa. A psicóloga ainda fala sobre a importância de entender que, além de nossos corpos terem diferenças, eles não são massinhas de modelar e, por isso, não vão chegar nesse padrão de corpo perfeito.

 

Vanessa ainda diz que é normal não gostar de alguma parte do corpo, porém, colocar isso em evidência e viver focada em mudar o seu corpo, é algo que pode te adoecer. “Você é muito mais do que isso. Nós não somos só um corpo”, diz. Nesse sentido, é interessante pensar a beleza para além do corpo, mas também ligado ao intelecto e ao comportamento.

Repensar todos esses pontos e se cercar de referências positivas são bons passos para construir uma relação mais confortável e feliz com o próprio corpo e a própria imagem.

 

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